Mensagem de Natal

tarja

Nossas escolhas é que determinam o nosso futuro

O ano de 2015 termina com a sensação de que quanto mais nos comunicamos menos nos entendemos e que no nosso país ou no mundo de uma forma geral predominam as crises e as guerras em todos os campos.

Esta visão pessimista é em boa parte o resultado da forma de atuação da nossa mídia que não faz jornalismo, apenas defende interesses, dentre estes, a disseminação da cultura do medo gerando, por consequência, o ódio e a intolerância com aqueles que não se enquadram aos padrões definidos pelos que detêm o poder econômico.

Basta abrirmos o jornal de ontem ou de hoje para vermos que as notícias ruins são a maioria e o grande desastre o destaque, desde que não interfira nos interesses corporativos, é claro. O mesmo se repete nos telejornais ou nos sites de notícia dos gigantes da mídia na internet. A dominação pelo medo não é nenhuma novidade na história da humanidade, o que não significa que tenha de ser sempre assim, porque nosso futuro depende, sobretudo, de nossas ações individuais ou coletivas no presente.

Pensem numa coisa, será que em 2015 nada de bom aconteceu no Brasil e no mundo? Lógico que aconteceu e acontece a cada dia, só não é divulgado com o destaque que deveria ter. A tecnologia atual tem possibilitado grandes avanços em todos os campos da ciência e se olharmos para trás veremos que temos evoluído como sociedade em todas as áreas e nem precisamos, para isto, voltar tanto no tempo.

Não se trata de fazer apologia à alienação ou a ilusão de um otimismo inconsequente, muito pelo contrário, trata-se de uma reflexão lógica e racional sobre a história e os fatos. Ilusão é pensarmos que a vida antigamente era melhor. Woody Allen brinca magistralmente com esta ilusão no seu filme “Meia Noite em Paris”. A questão é que nos fixamos em algo de bom que havia no passado de forma descontextualizada e generalizamos, mas se analisarmos todo o contexto, veremos que o passado não era o paraíso que sonhamos e que ele apenas serve de base para construirmos o futuro.

Podemos, devemos e iremos construir um futuro melhor, mas não podemos cometer o erro de colocar a nossa felicidade no futuro, porque nossa vida é o resultado de nossas escolhas, portanto, podemos escolher hoje as notícias e os livros que queremos ler, os filmes que queremos ver, as pessoas com quem queremos conviver e até o trabalho que queremos fazer. Não é simples, mas possível. Se alimentarmos nosso espírito com amor, compaixão, solidariedade e compreensão, com certeza, mudaremos a nossa forma de pensar e agir e, por consequência, teremos mais momentos de felicidade e alegria.

Por isto, a Diretoria e o Conselho Fiscal do SINDARQ-ES lhe desejam um Feliz Natal e as melhores escolhas hoje, amanhã e em todo o ano de 2016, para que ele seja, aos seus olhos, MÁGICO.